NELORE JMAJ (FAZENDA TIMBÓS) E O FOCO

NO MELHORAMENTO DA CARCAÇA DO NELORE

   

     José Maria de Albuquerque Júnior, atual Diretor Financeiro da ACRIOESTE (www.acrioeste.org.br), Engenheiro Agrônomo de formação, Especialista em Gestão do Agronegócio, natural de Maceió-AL, foi Juiz Auxiliar da ABCZ, durante o período de 1995 a 1997, chegou à região Oeste da Bahia com apenas 4 anos de idade, no fim da década de 70, com seu pai José Maria Toledo de Albuquerque e família. Já em 1978, seu pai adquiriu a Fazenda Timbós, dos herdeiros do Major Leopoldo da Rocha Souza (Major Leô), município de Formosa do Rio Preto, BA.

     A origem da Fazenda Timbós remonta ao século XVII, com a chegada da Igreja e dos colonos ao rio Preto e rio Grande através de sua confluência com o rio São Francisco. A escritura original aqui transcrita continha: 

 

     Título: Escritura Devenda, Obrigação e Quitação, livro de notas no. 02 de folhas 13 e 14, de 09 de maio de 1799, termo da Vila de São Francisco das Chagas da Barra do Rio Grande do Sul, comarca de Jacobina. Proprietário Anterior: Reverendo José Pires. Proprietário:Antônio Rabelo de Araújo. Comprador: João Cardozo Amado Viana. Preço da terra: 200 mil reis. Denominação: Uma Fazenda de gados vacuns e cavalares, chamada os Timbós, com todas suas fontes, rios, logradouros matas e pastos. Benfeitorias e mão de obra escrava existente na época: 150 cabeças de gado vacuns no valor de 2.400 reis cada; 01 escravo por nome de Manoel Nação Angolta Crebado Velho no valor de 30 mil reis; 01 crioulinho por nome Vicente no valor de 70 mil reis; 01 crioula por nome de Joana no valor de 100 mil reis; 01 engenho no valor de 30 mil reis; 03 bois de carro a 5 mil reis cada; 01 jumenta no valor de 5 mil e 40 reis. Confrontantes: ao nascente - Fazenda dos Tabuleiros - lugar Varginha dos Muquens; ao poente - Fazenda dos Sítios Novos - lugar Olho D´água do Cachorro; pelo Sul - Fazenda da Canabrava; pelo Norte - Fazenda da Lapa - lugar Couro dos Simões.

     A marca NELORE JMAJ, apesar de jovem, contou inicialmente com a tradição e vocação para pecuária da Fazenda Timbós, localizada nos vales férteis da Malhadinha, município de Formosa do Rio Preto, região Oeste do Estado da Bahia. Após o falecimento de seu pai em 2003, assume a fazenda e vinha desenvolvendo desde então a atividade de recria/engorda.  Em 2015, migrou sua atividade de recria/engorda para pecuária seletiva do Nelore PO e da cria/recria de gado de Corte (nelore Cara Limpa) com foco a pasto, buscando desenvolver e ofertar ao mercado uma genética que ao mesmo tempo preserve as características da Raça nelore (Ongole), mansidão, rusticidade, fertilidade, habilidade materna e qualidade de Carcaça, com desempenho e precocidade. Adquiriu então animais registrados PO/PC/PA de rebanhos renomados de todo o País e da Região Oeste da Bahia como: Fazenda Matinha (Uberaba-MG), Nelore Beabisa (Ribeirão Preto-SP); Faz Sant'Anna (Rancharia-SP); Agrop. Antônio Balbino – Nelore Bino (Barreiras-BA); Fazenda Agroeste - Nelore FUT (Mansidão – BA), Fazenda Japaramduba (Muquém - BA) e da Agrop. Jacarezinho (Cotegipe-BA); Já em 2016, incorpora tecnologias como IATF e estação de monta, inseminando com a melhor genética disponível no mercado com foco no “nelore de produção”, através da assessoria do Médico Veterinário Dr. Ney Conti.

     Nesse mesmo ano, também se filiou a ABCZ, se tornando sócio Remido, aderindo em seguida ao PMGZ/ABCZ (Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas). Dessa forma, a cada 90 dias, desde então os animais são pesados e avaliados (EPMURAS, CE, dentre outras análises) onde recebe duas vezes por ano a visita e a assessoria do Zootecnista Dr. Luis Strang, técnico da ABCZ. Nesse mesmo ano, participou do Encontro do Grupo GNB (Grupo Nelore Baiano), na Fazenda Guranga - Nelore Gurunga - Milagres–BA.  Esses criadores vêm mantendo parte de seus rebanhos fechados objetivando "preservar melhorando" as linhagens baianas descendentes de Akazamu - Padhu - OM (Cacique e Aracy) - Suvarna, formadas com grande competência pelos mestres baianos Octavio Ariane Machado (OM), Joãozito Andrade (Trindade), Miguel Vita (Soraia) e por último Roberto Garcez (Suvarna), pois transmitem rusticidade, precocidade, habilidade materna, longevidade e Racial do legítimo “Ongole” indiano. Nessa oportunidade, fechou parceria com o criador e médico Veterinário Dr. Francisco Sales Campos, do Nelore NEBA, um dos maiores conhecedores dessas linhagens e responsável por ajudar a disseminar essa genética em todo o país e até no exterior.  No fim de 2017 recebe então em sua Fazenda Timbós, Formosa, BA, cerca de 200 matrizes fechadas nas linhagens baianas, dando inicio a um novo direcionamento no melhoramento genético do seu rebanho. 

     Em 8 de junho de 2018, integra o Grupo CONFRARIA DA CARCAÇA NELORE onde reúne criadores de todo o Brasil, além de países da América Latina, para compartilhar conhecimento em torno do tema do melhoramento da carcaça da raça Nelore, buscando produzir para atender a uma parcela importante do mercado de carne de qualidade. Nesse ano, iniciará em seu rebanho a avaliação de carcaça, medindo AOL, EGS, MARMOREIO, pela tecnologia de ultrassom proposta pela DGT Brasil, com o Software BIA, sendo mais uma ferramenta de auxilio no melhoramento da carcaça do nelore PO, a exemplo de que essa tecnologia melhorou o rendimento de carcaça e qualidade da carne da raça angus nos EUA. 

     O NELORE JMAJ,  tem como meta produzir animais com Raça,  desempenho e precocidade, através do sistema de produção a pasto com suplementação que simule uma pasto de alto qualidade, melhorando a curva nutricional das pastagens na realidade tecnológica das fazendas que precisam serem lucrativas. Adota ainda as  seguintes premissas no processo de Seleção e Melhoramento Genético:

 

1- Fertilidade
2- Habilidade Materna
3- Temperamento
4- Rusticidade e Longevidade
5- Desempenho em Peso e em Composição Frigorífica
6- Padrão Racial do Ongole
7- Rendimento na Nória em Quantidade e Qualidade

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A revistanelore é uma publicação que surgiu em setembro de 1990 para acompanhar a principal raça da pecuária de corte brasileira. Nestes 28 anos de circulação regular tornou-se um documento da evolução do Nelore e da atividade como um todo, registrando seus números, a frequente entrada de novas tecnologias, o pensamento crítico de seus agentes e o dinamismo de seus protagonistas.

Porta-voz da raça símbolo da pecuária de corte nacional, tem distribuição em todo o País e mercados internacionais como Bolívia, Paraguai, Venezuela, Colômbia, Costa Rica, Nicarágua, República Dominicana, México e Estados Unidos.

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